Maio Laranja é símbolo de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes

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O próximo dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal 9.970/2000. A data foi escolhida porque em 18 de maio de 1973 uma menina de oito anos foi sequestrada e assassinada no Espírito Santo. Seu corpo apareceu carbonizado seis dias depois do crime e seus agressores, jovens da classe média alta, nunca foram punidos. O crime ficou conhecido como caso Araceli.

Maio também é denominado de Maio Laranja e durante este mês estão sendo promovidas campanhas para conscientização, prevenção e orientação sobre o assunto. O objetivo é dar publicidade para que se denuncie a violência, além de orientar crianças e adolescentes sobre o que é abuso sexual, como prevenir e formas de denúncia desse tipo de crime que aumenta a cada ano.

No Mato Grosso do Sul, ao lançar a campanha Maio Laranja, de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, o governador Reinaldo Azambuja afirmou que é necessário o envolvimento de toda a sociedade na proteção dos jovens. “O que mais nos assusta é que 80% dos abusos são cometidos dentro do lar da vítima”, disse o governante, classificando a situação como degradante.

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) revelam que Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de casos registrados de estupros de crianças e adolescentes. De 1º de janeiro até o dia 10 de abril de 2019, a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) registrou 141 crimes, sendo nove tentativas de estupro, 10 violências doméstica e 122 estupros.

“É um dado alarmante, que preocupa. Mas, ao mesmo tempo, mostra que as instituições estão funcionando e que isso está sendo apurado e coibido”, comentou Reinaldo Azambuja. Segundo ele, o Governo do Estado tem atuado em conjunto com organizações da sociedade civil organizada para “despertar” o conhecimento e o hábito da denúncia. “Levando para dentro das escolas, trabalhando material pedagógico, para a criança entender que abuso não é algo normal”, explicou.

Abuso

O abuso contra crianças é dividido em quatro tipos: físico, sexual, moral e psicológico. É considerado crime empurrar, chutar, amarrar, bater, forçar relação sexual, expor a pornografia, tocar de forma maliciosa, explorar sexualmente, negligenciar, caluniar, injuriar, difamar, abandonar, humilhar, insultar, isolar, perseguir, ameaçar, assediar e manipular.

Especialistas indicam que se atentar ao comportamento da criança e do adolescente é a melhor forma para identificar abusos. Baixa auto-estima; dificuldade de aprendizado; agressividade; sentimento de medo e culpa; e comportamentos regredidos e erotizados são indícios de algo está errado. Denúncias podem ser feitas pelos telefones Disque 100 e 190 (Polícia Militar).

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