A Stock Car chega em Campo Grande, dia 11 de agosto

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Um dos pilotos mais comprometidos do grid, o paulista Denis Navarro cravou seu primeiro pódio na Stock Car na segunda prova da rodada dupla disputada em julho no Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul. O resultado, além de coroar o esforço de um piloto que há muito merecia subir os degraus da consagração, também reforçou a noção geral de que o regulamento 2019 da Stock Car tem dado oportunidade a um leque maior de competidores. E isso tornou o merecido pódio de Navarro um dos fatos mais aplaudidos nos bastidores da maior categoria do Brasil.

O pódio de Navarro e o sucesso do regulamento 2019 – que dá aos pilotos a oportunidade de optar por uma estratégia que busque vitória na Corrida 1 ou na 2 – são dois dos muitos fatos que já Stock Car tem a comemorar justamente na temporada em que completa 40 anos de existência. Uma temporada que, na verdade, tem sido de renovação, como prova o grid composto por 30% de jovens aspirantes, e de muitas boas notícias. No próximo dia 11 de agosto, a categoria realiza a sexta etapa, em Campo Grande, atingindo assim a metade de seu calendário. Antes, relembramos aqui, em ordem aleatória, apenas dez entre os vários fatos positivos que podemos destacar. Confira:

  • Corridas imprevisíveis: é impossível saber quem vencerá na Stock Car. Nas nove provas disputadas até agora (uma em rodada simples e quatro em rodada dupla), nada menos que 13 pilotos foram ao pódio – entre eles, Denis Navarro, que vendeu caro a primeira posição, somente na última volta. Basta olhar o grid para constatar que há cerca de 20 pilotos com chance de vitória, em maiores ou menores níveis. Navarro passou muito perto. E chama a atenção o fato de que o líder do campeonato, Daniel Serra, tenha vencido apenas uma prova até o momento.
  • A retomada da Prati: em meio à comoção da notícia de que a Prati-Donaduzzi não manterá o patrocínio para a equipe em 2020, o time chefiado por Rodolpho Mattheis ressurgiu com força total já em Londrina, onde Valdeno Brito foi segundo colocado e Julio Campos, o terceiro, na Corrida 1. Campos venceu na etapa seguinte, Santa Cruz do Sul, dando o recado de que o time vem com tudo para brigar pelo título.
  • O virtuosismo de Thiago Camilo: é para poucos registrar uma sequência de quatro poles na Stock Car – uma situação na qual carro e piloto entram na pista para alcançar o máximo desempenho. Além disso, Thiago tem sido bastante eficiente e se coloca geralmente como o nome forte da Corrida 1. Sua sequência de poles foi quebrada na quinta etapa, por Julio Campos. Mas vai ser difícil tomar de Camilo a condição de “Mister Pole Position” em 2019.
  • O deslumbre de Agustín Canapino: considerado o futuro e o presente do automobilismo de seu país, o piloto argentino de 29 anos e dez títulos nacionais (entre eles, três na badalada Turismo Carretera) competiu em Santa Cruz do Sul, na equipe Hot Car, do chefe Amadeu Rodrigues. “A Stock Car é uma das maiores categoria do mundo. Esse grid é incrível”. Vinda de um ídolo do forte automobilismo argentino, a frase merece atenção.
  • O entusiasmo de Bia Figueiredo: foi por pouco que a única mulher do grid da Stock Car não chegou ao seu primeiro pódio. Na rodada dupla de Londrina, a parceira de equipe de Thiago Camilo largou da penúltima fila, veio passando todo mundo e chegou no quarto lugar, a apenas três décimos de segundo do terceiro colocado, Átila Abreu. “Foi bem legal e é só o começo”, disse ela, após a corrida, nas redes sociais. Foi mesmo uma bela recuperação.
  • Corrida número 500: a primeira corrida do ano, no Velopark (RS), foi também a corrida número 500 da história da Stock Car. É uma marca dificilmente alcançada por grandes categorias, em especial uma de âmbito nacional. A vitória foi do atual bicampeão Daniel Serra.
  • Ídolos de volta ao cockpit: foi na segunda etapa, disputada no Velo Città (SP). Em uma corrida de demonstração, um grid composto de pilotos campeões e competidores da primeira temporada da Stock Car (1979) emocionou o público em um “revival” poucas vezes visto no automobilismo mundial. Eles pilotaram carros da Old Stock, categoria paulista de Opalas que utiliza o mesmo regulamento dos primórdios da Stock Car. Ingo Hoffmann, Paulo Gomes, Chico Serra, Zeca Giaffone, Reinaldo Campelo e muitos outros heróis do passado levantaram a arquibancada. Como sempre.
  • Surge (forte) a KTF: construir uma nova equipe na Stock Car é uma tarefa complexa. Mas a KTF, que estreou em 2019, surpreendeu. Com ótima organização e pilotos vencedores – Diego Nunes e o campeão de 2015, Marcos Gomes – o time baseado em Cotia (SP) é um dos cotados para subir ao topo do pódio em uma das etapas até o final do ano. Nada mal para a primeira temporada.
  • Três décimos de Bruno Baptista: um dos mais jovens do grid com 22 anos, Bruno chegou em segundo lugar na Corrida 2 de Londrina, a apenas três décimos do vencedor, Ricardo Maurício. O resultado não foi uma surpresa – Bruno é um vencedor em potencial que vem sendo preparado pela equipe RCM Motorsport – e foi observado de perto pelos outros jovens do grid. Que, claro, querem repetir o feito.
  • Uma nova geração hiper talentosa: Gaetano Di Mauro (21 anos), Marcel Coletta (17), Raphael Reis (26), Bruno Baptista (22), Pedro Cardoso (20), Gabriel Casagrande (24), Guga Lima (22). O futuro da Stock Car passa por estes e outros jovens, que já enfrentam na pista os maiores pilotos do país. Coletta, por sinal, tem apenas 17 anos e ainda não dirige na rua. Mas na pista…

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